Dicas de Saúde

Cancerologia: Azeite de Oliva e Câncer de Mama



O Professor Javier Menendez, da Universidade de Chicago, confirmou, a nível genético, os benefícios do azeite de oliva na prevenção e tratamento do câncer de mama. Foi demonstrado, em distintos experimentos de laboratório com linhas celulares de câncer de mama, que o ácido oléico, principal componente do azeite de oliva, reduz significativamente os níveis de um gen, o oncogen chamado Her-2/neu. Altos níveis desse oncogen se encontram em aproximadamente 20 a 30% das pacientes com câncer de mama e estão associados com tumores altamente agressivos e de prognóstico sombrio. O ácido oléico não somente suprime a superprodução daquele gen como também duplica a eficácia de um medicamento que é utilizado nesse tratamento, o antitumoral trastuzumab. Alem do efeito na eficácia do trastuzumub, descobriu-se também um aumento de uma substancia, conhecida pela sigla p27Kip1, que está implicada no desenvolvimento de resistência ao tratamento com a droga. Percentualmente, a dieta de ácidos graxos monoinsaturados reduz significativamente a presença do oncogen em torno de 46%. Com esses estudos, começa-se a compreender o mecanismo molecular de como a dieta de ácidos graxos regula o comportamento maligno das células do câncer de mama. Apesar dos resultados encontrados serem auspiciosos, é importante ter cautela sobre as implicações do estudo, pois nem sempre os resultados obtidos em laboratório podem ser encontrados na prática clínica. De qualquer forma, investigadores espanhóis sugerem ao seu governo potencializar esses estudos já que a Espanha é a maior produtora de azeite de oliva do mundo.


Fonte: João Modesto Filho - Unimed N/Ne Publicado em 17/02/05

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